Olá, meus amores, tudo bem com vocês? Esperamos muito que sim. Por aqui, entramos oficialmente na semana mais romântica do ano, a semana do Valentine’s Day, e falar de amor se torna quase um ritual. Amor que aproxima, que confunde, que inspira e, às vezes, que coloca a gente diante de decisões difíceis. Hoje queremos conversar sobre um filme que deu o que falar em 2025 e continua provocando debates: Amores Materialistas. Mais do que um romance, ele é um retrato das contradições afetivas do nosso tempo.
Desde o início, Amores Materialistas nos provoca com uma pergunta incômoda: o amor é um sentimento que une pessoas ou uma proposta que une metas? Crescemos assistindo a filmes hollywoodianos cheios de gestos grandiosos e finais felizes, onde o amor sempre supera qualquer obstáculo. Também fomos marcados pelas novelas mexicanas, que exalam emoção, sofrimento e reviravoltas passionais. Já em muitas produções russas, o amor aparece menos como ideal romântico e mais como decisão prática, ligada à sobrevivência, à estrutura e ao contexto social. O filme dialoga com essas três visões e mostra que, na vida real, elas convivem dentro de nós.
A protagonista Lucy Mason é casamenteira e vive ajudando outras pessoas a encontrar o “par ideal”. O curioso é que ela mesma se vê diante do mesmo dilema. De um lado, surge um homem bem-sucedido, educado e financeiramente estável, capaz de oferecer conforto e segurança. Do outro, o ex-namorado reaparece como lembrança viva de uma conexão emocional verdadeira, ainda que sem estabilidade material. Amores Materialistas não transforma essa situação em uma disputa clássica, mas em um conflito interno: escolher o que parece certo ou o que faz sentido.
O filme constrói sua força ao mostrar que podemos listar características de alguém como se estivéssemos montando um perfil ideal, mas não conseguimos medir afeto, confiança e intimidade com a mesma precisão. Altura, salário e aparência entram na equação, mas não garantem vínculo. Amar é fácil, relacionar-se é complexo, porque exige renúncia, negociação e coragem para lidar com frustrações.
Aqui está uma listagem com lições impactantes inspiradas no filme Amores Materialistas:
- Amar não é o mesmo que se relacionar.
Sentimento pode surgir facilmente, mas sustentar um vínculo exige escolhas, renúncias e maturidade emocional. - O que buscamos no outro revela nossos medos.
Quando priorizamos segurança, talvez estejamos fugindo da instabilidade; quando priorizamos paixão, talvez estejamos evitando responsabilidade. - Nem toda escolha é romântica, mas toda escolha é emocional.
Mesmo decisões racionais no amor carregam afetos, traumas e expectativas silenciosas. - Conexão não se mede em números.
Altura, salário e aparência podem impressionar, mas não garantem intimidade nem confiança. - O amor moderno virou uma lista de requisitos.
Transformamos pessoas em projetos ideais, esquecendo que vínculos reais nascem do imperfeito.
Ao contrário das comédias românticas tradicionais, Amores Materialistas evita o conto de fadas e se aproxima do mundo real. Ele não condena o desejo por estabilidade nem idealiza a precariedade emocional. O que ele faz é revelar que toda escolha amorosa carrega perdas invisíveis. No fundo, o filme nos pergunta: estamos escolhendo pessoas ou projetos de vida?
Ao final, Amores Materialistas não entrega respostas prontas. Ele convida cada espectador a revisitar suas próprias decisões afetivas, seus medos e suas expectativas. Talvez o maior mérito da obra seja esse: transformar uma história de amor em uma reflexão sobre quem somos quando precisamos escolher entre sentir e garantir.





